terça-feira, 21 de agosto de 2012

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Stigmatized

Stigmatized

If I give up on you
I give up on me
If we fight what's true, will we ever be
Even if God himself and the faith I knew
Shouldn't hold me back, shouldn't keep me from you

Tease me, by holding out your hand
Then leave me, or take me as I am

And live our lives, stigmatized

I can feel the blood rushing through my veins
When I hear your voice, driving me insane
Hour after hour day after day
Every lonely night that I sit and pray

We live our lives on different sides,
But we keep together you and I
Just live our lives, stigmatized
We'll live our lives, we'll take the punches everyday
We'll live our lives, I know we're gonna find our way

I believe in you
Even if noone understands
I believe in you, and I don't really give a damn

We're stigmatized
We live our lives on different sides
But we keep together, you and I
We live our lives on different sides
We're gonna live our lives
Gotta live our lives
We're gonna live our lives
We're gonna live our lives,
Gonna live our lives
Stigmatized

I wrote you a letter, to say my last goodbye
I just think it’s time for me to go away
Cause the sun it seems to sink now, like my love into her grave
This life is not yet over, but it doesn’t need to be saved
Well the chambers of my heart, they echo all the same
A solitary man, who drives himself insane
We’ll all come back, and we’ll smile once again
I’ll try and try, until I die, to make you understand
My love, I’ll make you understand....

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Disso somente eu saberei

Preciso escalar uma montanha, tomar um porre, dar um grito.
Não necessariamente nessa ordem, mas preciso extravasar..
Soltar o que está aqui dentro preso, para algum lugar..
Tirar o peso, esvaziar a alma, dormir tranquila.
Descobrir pelo o que vale a pena viver
... Não seguir com o ritmo do que tenho que fazer
( Trabalho, obrigações, cobranças )
E sim, o PORQUE estou fazendo.
Viver pra mim. Fazer favores pra mim.
Viver a minha vida. Pensar em mim.
Cobrar-me quando já não estiver mais me divertindo.
Cobrar-me quando estiver cansada e precisar descansar.
Cobrar-me pela falta de sorrisos
Cobrar-me pela falta de animo.
Cobrar-me por objetivos. Claros e que valham a pena.
Um pingo de egoísmo na minha vida pode fazer sentido
Porque me doo tanto que já nem sei o que eu quero.
Viver para os outros já deu.. já cansou, basta.
Já não devo mais nada para ninguém, não tenho dívidas.
Chega.. vou pensar em mim.
Estou deixando os pesos que fui adquirindo.
Um pouquinho de rancor aqui, uma má lembrança ali,
Um sentimento de culpa acolá.
Porque tenho que juntar coisas que não me pertencem?
Porque se não for do jeito que querem, vão me criticar?
Como moça crescida, eu saberei me criticar quando for preciso.
Mas a essência será eu. A minha felicidade e pelo que vale a pena viver.
Disso somente eu saberei.
Não sentarei numa pedra e olharei a minha vida passar.
Não.. a vida é muito mais que isso. Tem que ser..
Me critiquem! Digam que sou egoísta!
Porque na verdade, o que me faz feliz, só eu saberei..

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Era doce, foi doce, eu já nem sei...


Sim, fazia frio…

E eu ia em direção ao nada

Era maio

Sem expressão, sem expressão.

Sem amanhã..

Sim, eu ia indo.. Com o melhor que eu poderia dar de mim...

Eu ia indo....

Não me importavam as palavras que você não tinha.

Eu demorei anos para descrever um rosto familiar

Indo para lugar algum.. Sem expressão, sem expressão.

Sem amanhã, sem amanhã... (Tão doce)

Olhando através de mim, através de mim..

É uma tristeza alegre, é uma alegria sádica..

Eu sentia falta, só não sabia de que.. Eu sentia frio

Não sabia se você viria..

...Mas veio... Talvez tão, sorrateiramente.

Eu fiz de conta que não vi...

E outra vez terminou o nosso encontro..

Tão breve, Tão breve, que eu nem vi..

Era doce, foi doce, eu já nem sei...

quarta-feira, 9 de maio de 2012


Construímos aviões e desde então, podemos voar como pássaros
Rompemos também a barreira do oceano, nadando como peixes
Pisamos na lua e vimos o que há além do nosso céu azul
Isso porque queremos ir mais longe, sempre
Nunca estamos satisfeitos com o que temos
É o que não temos que nos excita, que gananciamos.
Mas se adquirimos tanto poder, porque simplesmente não posso apagar do meu coração quem eu não quero que viva mais lá?
Como chegamos até ele, dentro do nosso coração?
Um lugar que às vezes é tão inóspito...

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Aeroporto

Chovia, chovia, chovia e eu ia indo por dentro da chuva ao encontro dele, sem guarda-chuva nem nada, eu sempre perdia todos pelos bares, só levava uma garrafa de whisky barato apertada contra o peito, parece falso dito desse jeito, mas bem assim eu ia pelo meio da chuva.
Uma garrafa de whisky na mão, um maço de cigarros molhados no bolso. Teve uma hora que eu podia ter tomado um táxi, mas não era muito longe, e se eu tomasse um táxi não poderia comprar cigarros, nem whisky, e eu pensei com força então que seria melhor chegar molhada da chuva, porque aí sairíamos dali e beberíamos o whisky.
Fazia frio, nem tanto frio, mais havia umidade entrando pelo pano das roupas, pela sola fina esburacada dos sapatos, e beberíamos sem medidas, haveria música, sempre aquelas vozes roucas, aquele sax gemido e o olho dele posto em cima de mim, ducha morna distendendo meus músculos.
Mas chovia ainda, meus olhos ardiam de frio, o nariz começava a escorrer, eu limpava com as costas das mãos, eu enfiava as mãos avermelhadas no fundo dos bolsos e ia indo, eu ia indo e pulando as poças d'água com as pernas geladas. Tão geladas as pernas e os braços e a cara que pensei em abrir a garrafa para beber um gole, mas não queria chegar lá meio bêbada, hálito fedendo, não queria que ele pensasse que eu andava bebendo, e eu andava, todo dia um bom pretexto, e eu não queria que ele pensasse que eu andava insone, e eu andava, roxas olheiras, teria que ter cuidado com o lábio inferior ao sorrir, se sorrisse, e quase certamente sim, quando o encontrasse. E a escova do cabelo tão bem preparada, havia se desmanchado e eu não queria que ele visse e pensasse que eu andava relaxando, sem me cuidar, e eu andava, e tudo que eu andava fazendo e sendo, eu não queria que ele visse nem soubesse, mas depois de pensar isso, me deu um desgosto porque fui percebendo, por dentro da chuva, que talvez eu não quisesse que ele soubesse que eu era eu, e eu era.
Começou a acontecer uma coisa confusa na minha cabeça, essa história de não querer que ele soubesse que eu era eu, encharcada naquela chuva toda que caía, caía, caía e tive vontade de voltar para algum lugar seco e quente, se houvesse, e não lembrava de nenhum, ou parar para sempre ali mesmo naquela esquina cinzenta que eu tentava atravessar sem conseguir, os carros me jogando água e lama ao passar, mas eu não podia, ou podia mas não devia, ou podia mas não queria ou não sabia mais como se parava ou voltava atrás, eu tinha que continuar indo ao encontro dele, ou podia mas não queria ou não sabia mais como se parava ou voltava atrás, eu tinha que continuar indo ao encontro dele, que fugiria comigo para a sua casa, e que me abriria a porta, o sax gemido ao fundo e quem sabe uma lareira, pinhões, vinho quente com cravo e canela, essas coisas do inverno, e mais ainda, eu precisava deter a vontade de voltar atrás ou ficar parada, pois tem um ponto, eu descobria, em que você perde o comando das próprias pernas, não é bem assim, descoberta tortuosa que o frio e a chuva não me deixavam mastigar direito, eu apenas começava a saber que tem um ponto, e eu dividida querendo ver o depois do ponto e também aquele agradável dele me esperando quente e pronto.

Um carro passou mais perto e me molhou inteira, sairia um rio das minhas roupas se conseguisse torcê-las, então decidi na minha cabeça que depois de abrir a porta ele diria qualquer coisa tipo mas como você está molhada, sem nenhum espanto, porque ele me esperava, ele me chamava, eu só ia indo porque ele me chamava, eu me atrevia, eu ia além daquele ponto de estar parada, agora pelo caminho de árvores sem folhas e a rua interrompida que eu revia daquele jeito estranho de já ter estado lá sem nunca ter, hesitava mas ia indo, no meio da cidade como um invisível fio saindo da cabeça dele até a minha, quem me via assim molhada, não via nosso segredo, via apenas uma menina molhada sem capa nem guarda-chuva, maquiagem borrada, só uma garrafa de whisky barato apertada contra o peito. Era a mim que ele chamava, pelo meio da cidade, puxando o fio desde a minha cabeça até a dele, por dentro da chuva, era para mim que ele abriria sua porta, chegando muito perto agora, tão perto que uma quentura me subia para o rosto, como se tivesse bebido o whisky todo, trocaria minha roupa molhada por outra mais seca e tomaria lentamente minhas mãos entre as suas, acariciando-as devagar para aquecê-las, espantando o roxo da pele fria. Começava a escurecer, era cedo ainda, mas ia escurecendo cedo, mais cedo que de costume, e nem era inverno, ele arrumaria uma cama larga com muitos cobertores, e foi então que escorreguei e caí e tudo tão de repente, para proteger a garrafa apertei-a mais contra o peito e ela bateu numa pedra, e além da água da chuva e da lama dos carros a minha roupa agora também estava encharcada de whisky, como uma bêbada, fedendo, não beberíamos então, tentei sorrir, com cuidado, o lábio inferior quase imóvel, e pensei na lama que ele limparia terno, porque era a mim que ele chamava, porque era a mim que ele escolhia, porque era para mim e só para mim que ele abriria a sua porta, que ele desistiria da sua viagem.


Chovia sempre e eu custei para conseguir me levantar daquela poça de lama, chegava num ponto, eu voltava ao ponto, em que era necessário um esforço muito grande, era preciso um esforço muito grande, era preciso um esforço tão terrível que precisei sorrir mais sozinha e inventar mais um pouco, aquecendo meu segredo, e dei alguns passos, mas como se faz? Me perguntei, como se faz isso de colocar um pé após o outro, equilibrando a cabeça sobre os ombros, mantendo ereta a coluna vertebral, desaprendia, não era quase nada, eu mantida apenas por aquele fio invisível ligado à minha cabeça, agora tão próximo que se quisesse eu poderia imaginar alguma coisa como um zumbido eletrônico saindo da cabeça dele até chegar na minha, mas como se faz? Eu reaprendia e inventava sempre, sempre em direção a ele, para chegar inteira, os pedaços de mim todos misturados que ele disporia sem pressa, como quem brinca com um quebra-cabeça para formar que castelo, que bosque, que verme ou Deus, eu não sabia, mas ia indo pela chuva porque esse era meu único sentido, meu único destino: Chegar a aquele aeroporto, e procurando como quem perde um filho, talvez. Olhando por todos os lados, lamentando as despedidas, os aviões que decolavam. E olhava outra vez sem saber se iria o encontrar. Sem me importar se as pessoas achassem que perdi alguém muito importante, desesperada, com lagrimas nos olhos e borrada pela maquiagem, escova desfeita e roupas encharcadas. Eu olhei outra vez e outra vez, direita, esquerda. Foi quando eu o vi entrando naquele avião e partindo.. Água de chuva e lama e whisky batendo e continuava chovendo sem parar, mas eu não ia mais indo por dentro da chuva, pelo meio da cidade, eu só estava parada na frente daquele vidro fazia muito tempo, depois do ponto, tão escuro agora que eu não conseguiria nunca mais encontrar o caminho de volta, nem tentar outra coisa, outra ação, outro gesto além de continuar olhando, olhando, olhando, olhando, aquele avião partindo, decolando, que é impossível de parar, olhando, olhando e vendo ele partir...
"Mas não te procuro mais, nem corro atrás. Deixo-te livre para sentir minha falta, se é que faço falta… Tens meu número, na verdade, meu coração, então se sentir vontade de falar comigo ou me ver, me procura você."

"Fiquei. Você sabe que eu fiquei. E que ficaria até o fim, até o fundo. Que aceitei a queda, que aceitei a morte. Que nessa aceitação, caí. Que nessa queda, morri. Tenho me carregado tão perdido e pesado pelos dias afora. E ninguém vê que estou morto."

"Porque a vida segue. Mas o que foi bonito fica com toda a força. Mesmo que a gente tente apagar com outras coisas bonitas ou leves, certos momentos nem o tempo apaga. E a gente lembra. E já não dói mais. Mas dá saudade. Uma saudade que faz os olhos brilharem por alguns segundos e um sorriso escapar volta e meia, quando a cabeça insiste em trazer a tona, o que o coração vive tentando deixar pra trás."

É isso ai, né?

De todas as escolhas disponíveis, a mais perfeita, era eu.  Não há nenhum outro lugar onde eu mais gostaria de estar. A minha presença é o m...