Se eu pudesse te oferecer alguma coisa, não seria a promessa de uma vida sem tempestades.
Eu te ofereceria um lugar onde você não precisasse fingir que está sempre tudo bem.
Um lugar onde suas contradições não fossem defeitos, onde suas dúvidas não diminuíssem sua beleza e onde o silêncio não precisasse ser preenchido.
Eu não te pediria para ser a pessoa de ontem.
Nem exigiria que você já soubesse quem será amanhã.
Não tentaria transformar suas cicatrizes em lições antes que elas estivessem prontas para deixar de doer.
Eu apenas abriria os braços.
Para tudo o que você é.
Para tudo o que ainda não compreende.
Para aquilo que floresce e para aquilo que está descansando sob a terra.
Porque talvez amar não seja encontrar alguém que nunca muda.
Talvez amar seja conseguir permanecer diante da transformação, sem exigir que a vida volte a ser como era.
E, se um dia você não souber quem é, não precisará inventar uma resposta para merecer esse abraço.
Você não precisa se compreender inteiramente para ser digna do seu próprio amor.
Pode simplesmente existir.
E isso já é suficiente.
( ouvindo in these arms - bon jovi )